
Pete Sunde (The Pirate Bay) e Lula
Em função de fim de semestre, monografias para ler, trabalhos para corrigir, artigo para escrever, não pude estar presente em todo o Fisl 10 (24 a 27/06). Abaixo, um resumo do que eu vi e do que eu gostaria de ter visto:
# 24/06 (quarta-feira): Seria bom ter visto o lançamento do livro Software Livre, cultura hacker e ecossistema da colaboração. O livro, que pode ser adquirido impresso e que poderá ser baixado, é composto de 4 partes, que versam sobre os temas indicados no título. Mobilização colaborativa, Cultura Hacker e a Teoria da Propriedade Imaterial, artigo que resume a tese de doutorado em Ciência Política da USP de Sérgio Amadeu da Silveira, será disponizado em um ambiente interativo que estimula a continuidade da pesquisa e a troca de insights. Esse livro vai ser bastante útil na minha disciplina de Ambientes Digitais para Inclusão, no Mestrado em Inclusão Social e Acessibilidade da Feevale. Mais sobre o livro aqui. Download do livro aqui.
Neste dia esteve presente também o José Henrique Portugal, assessor do Deputado Azeredo, falando sobre Projeto de Lei de Cibercrimes. Queria ver a profundidade, ou falta de, nos argumentos da Lei Azeredo.
#25/06 (quinta-feira): Adoraria ter visto Copyright X Community, com Richard Stalmann. Stalmann foi fundador do Movimento Software Livre, é responsável pelo conceito de copyleft e é uma lenda viva da cultura geek, acumulando histórias bastante excêntricas.
Eu e a Paula ainda conseguimos acompanhar o debate com Pete Sunde (The Pirate Bay) no Ocidente. Eu nem conhecia este espaço para debates e apresentações ao lado do bar. Depois, foi o show da Vera Loca no mesmo local. Pois é, meio decepcionante. Mas tava bem divertida a primeira inserção na cena do Fisl.
#26/06: Neste dia eu fui. Consegui e adorei ter visto o Painel com o Comitê de Implementação de Softwae Livre do Governo Federal. Marcos Mazoni, presidente do Serpro, que conheci na Campus Party, esteve presente e, com os demias, apresentou vários números e ações referentes ao tema. O mais impressionante é que o governo já economizou R$ 370 milhões com o uso do SL. Quanto isso, uma notícia boa é que o Senac vai oferecer cursos sobre o SL para disseminar seu uso em todas as escolas do Brasil.
O grande momento do dia foi a visita do Lula ao Fisl. Parece que ela já havia sido convidado em outros anos, mas nunca tinha vindo. O cenário foi de tumulto e parte dos estandes estavam fechados em função dos protocolos de segurança que envolvem receber um chefe de estado. A foto acima, de Mariel Sasso (Blog Trezentos), foi parar na capa do Estadão e resume o momento. Já que Lula pareceu favorável à cultura livre da internet, creio que seja um indicativo de que a lei do Azeredo não passe, uma vez que o Presidente tem poder de veto sobre ela.
Depois de reunião fechada com alguns poucos organizadores, houve uma coletiva de imprensa apenas para organizadores e, obvimente, a imprensa. Daí saíram frases antológicas como as que foram parar em todos os veículos: Lula é Nerd, porque venceu um sistema não favorável a ele, inclusão digital é sexy, e por aí vai.
O assunto do #chopptwitterpoa no Zelig não foi outro. Estava muito bom.
#27/06 (sábado): Cheguei para ver o Stalmman, ainda que pela manhã havia tido uma palestra sobre tecnologias assistivas acessíveis com SL, de . Essa eu vou conferir pelo cd do evento. Sábado foi o dia para visitar os estandes e botar o papo em dia com o Pase e com a MC.
No estande do Comitê Gestor na Internet, ganhei um volume impresso com a Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2008, além de um cd com todas as pesquisas que são feitas desde 2005.
Para resumir, o evento lembra bastante a Campus Party, que conheci neste ano. Porém, não tem tanta criança nem adolescente. Tem mais desenvolvedores, empresários de TI e muitos, muitos estudantes. O problema foi a wireless não funcionar (isso é mt chato). O evento uniu mais de 8 mil pessoas. Confira os números da Fisl 10 por aqui. Ano que vem tem mais.
